Câmara municipal decide sobre projetos que podem afetar apps como Uber, 99 e Cabify

Vereador petista e sindicalistas discute com motoristas de apps

Apesar de votar contra o projeto rejeitado pelos trabalhadores de aplicativos, Alfredinho (PT) provocou reações do público ao falar da “precarização do trabalho” não apenas nessa modalidade, mas também nos apps de entrega. Ouviu da plateia que trabalhar assim “é melhor que roubar”. E respondeu: “É melhor do que roubar, mas não precisa ser escravo. Se você quer ser escravo, os outros não precisam ser”. O petista ainda disse que não defende empresas “americanas que vêm aqui explorar” os motoristas.

Vereador do PT cobra faturamento de empresas de apps

Alfredinho (PT) citou a “precarização do emprego” no Brasil. O vereador petista disse que não vai votar a favor do PL 419/18 “do jeito que está”. Afirmou que defende os trabalhadores, mas não as empresas que operam os aplicativos de transporte, cobrando delas a publicação de seus faturamentos em SP.

Police Neto (PSD) cita impacto dos apps na sociedade

O vereador apontou queda do uso e compra de carros particulares após chegada dos aplicativos de transporte. “Carro deixou de ter status de propriedade e passou a ser visto como serviço. Carro não te dá mais status, ele te leva para os lugares”, disse o político, autor de projeto alternativo de regulamentação desse mercado.

Police Neto (PSD) diz que motoristas de app pagam “pedágio urbano”

O autor do PL 421/15, proposta alternativa ao PL de Amadeu, disse que a instituição da taxa de R$ 0,10 por quilômetro rodado, além do ISS, configura a primeira experiência de um “pedágio urbano”, com transporte individual ajudando a custear o coletivo.

Mário Covas Neto (PODE) defende texto substitutivo

O vereador propõe que haja 140 mil motoristas ao todo em São Paulo, sendo metade de taxistas e metade de aplicativos. Covas Neto também se posicionou de forma contrária à obrigação da propriedade do veículo para que o motorista possa trabalhar. No entanto, o parlamentar do Podemos defendeu que as locadoras sejam obrigadas a licenciar os carros na capital paulista.

Amadeu (DEM) diz que locadoras estão “tirando o couro” dos motoristas

“Algumas locadoras estão cobrando R$ 700 por semana, é meta”, disse o vereador autor do PL 419/18, se referindo às empresas que alugam carros para os motoristas de aplicativos. O projeto de Adilson Amadeu exige que os veículos sejam licenciados em São Paulo e de propriedade dos motoristas que trabalham nos apps.

Amadeu (DEM) chama motoristas de apps de “despreparados”

Autor do PL 419/18 provoca os motoristas que estão na Câmara. O vereador Adilson Amadeu disse que a população “quer andar de forma segura com os taxistas, profissão nobre”, e que já viu carro de aplicativo “com pneu careca e motorista que nem sabe dirigir”. Ele é vaiado. “Voltem para os seus empregos que vocês já tiveram (…), porque vocês não têm preparo”.

Holiday defende motoristas de aplicativos

“Os motoristas que estão tentando ganhar o pão de cada dia nos aplicativos não são traficantes, não pertencem ao PCC, não são de nenhuma máfia, são apenas trabalhadores tentando ganhar o salário de forma digna”, disse o vereador.