Uber considera que teve tratamento injusto na Colômbia 

Empresa considera que não recebeu o mesmo tratamento concedido a outras companhias

Uber disse ao governo colombiano que está considerando levar sua disputa com o país para arbitragem internacional, disse o gerente geral da empresa para a América Latina, George Gordon, à Reuters. A empresa afirma que seus cálculos iniciais sugerem que os danos pela suspensão de seus serviços na Colômbia excederão US$ 250 milhões.

O Uber deixou a Colômbia na sexta-feira, 31, depois que um tribunal decidiu em dezembro que a empresa violou as regras da concorrência e ordenou que parasse de operar. Antes de sua partida, o Uber tinha 2,3 milhões de usuários ativos na quarta maior economia da América Latina, além de 88 mil motoristas.

“Estamos considerando essa opção, bem como outros recursos legais (na Colômbia)”, disse Gordon. Na entrevista, ele afirmou que o Uber quer voltar para a Colômbia, mas acrescentou que cabe ao governo encontrar uma solução.

“Queremos voltar, mas é uma questão de quando e como”, disse ele. “Quando? O mais rápido possível. Como? Isso depende do governo. Eles poderiam resolver isso hoje, se quisessem”, falou. 

“Em contraste com as medidas tomadas contra a Uber, outras empresas da Colômbia e de outros países não foram submetidas ao mesmo tratamento e continuam operando no país”, disse ele. “Isso permitirá que nossos concorrentes aumentem sua participação de mercado na Colômbia às custas da Uber.”

O Uber disse que as ações da Colômbia não forneceram o mesmo tratamento favorável concedido a outras empresas e que o país violou suas obrigações para com os investidores norte-americanos sob o acordo comercial.