Polícias e grupos pró-armas querem que Bolsonaro abra mercado

Desde setembro, quando ficou evidente a força da então candidatura do presidenciável Bolsonaro, as ações da empresa Taurus Armas passam por uma montanha russa de altas e baixas na Bolsa de Valores.

Como controladora de grande parte do mercado de armas de fogo no Brasil, a expectativa é que a empresa se beneficie da facilitação do acesso à posse estabelecida em decreto pelo presidente Jair Bolsonaro alguns dias atrás.

Essa flexibilização, porém, é apenas a primeira medida aguardada por grupos favoráveis ao maior armamento da população.

Outra grande mudança que o governo Bolsonaro pode realizar sem depender do Congresso é derrubar decretos e portarias do Ministério da Defesa e do Exército que restringem as importações de pistolas, revólveres, munições e outros itens controlados, assim como dificultam a instalação de novas empresas no país.

A expectativa dessa abertura, que traria concorrência inédita à Taurus, ajuda a explicar a volatilidade dos papéis.

A restrição à importação tem como justificativa proteger um setor “estratégico” para a soberania nacional, mas polícias questionam esse argumento e reclamam dos altos preços e da baixa qualidade dos produtos nacionais que são obrigados a adquirir, informa a BBC.