O vigarista sem cura transformou o coronel de Sobral em seu otário predileto

Ciro Gomes não se emenda, informa o encontro que teve em setembro com o ex-presidente Lula, só recentemente revelado. Pelo jeito, o coronel de Sobral voltou a acreditar que disputará — pela quarta vez — a Presidência da República com o apoio do PT. Será tapeado de novo pelo vigarista que o transformou em otário predileto.

Em 2010, quando seu ex-ministro da Integração Nacional estagiava no PSB, Lula convenceu-o a candidatar-se a governador de São Paulo. Em aliança com o PT, naturalmente. Ciro lembrou-se de que nasceu em Pindamonhangaba, no interior paulista. E já providenciava a mudança de domicílio eleitoral quando foi atropelado pela convenção da seita lulopetista que oficializou a candidatura de Aloízio Mercadante.

Em 2018, o ex-presidente engaiolado fez Ciro acreditar que seria candidato ao Planalto por uma frente esquerdista costurada pelo PT. Uma das cláusulas do acordo estabelecia que Dilma Rousseff seria candidata ao Senado pelo Ceará. O próprio Ciro revelou que aguardava Dilma no aeroporto de Fortaleza no momento em que soube que a ex-presidente resolvera ser derrotada em Minas Gerais. Só então o aprendiz de cangaceiro desconfiou que fora enganado.

De lá para cá, sucessivos disparos verbais sugeriram que Ciro enfim descobrira que lidava com um tratante irremediável. Mas, como ensinou o deputado pernambucano Tales Ramalho, só a ilusão eleitoral é maior que a ilusão amorosa. A boa frase explica a aceitação, pela vítima, do convite para reaproximar-se do estelionatário reincidente.

Repare bem na lição de Tales, Ciro. E tente criar juízo.