Patinetes elétricos viram polêmica

Prefeitura prepara decreto definitivo para regulamentação do serviço na cidade
Rio – Implementado na cidade do Rio em dezembro do ano passado, os patinetes elétricos são alvo de polêmica. Por ainda não ter sido regulamentado, o novo meio de transporte tem gerado muita controvérsia. Em função dos diversos acidentes ocorridos, a deputada estadual (PSD) apresentou na semana passada Projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) para obrigar as empresas a fornecer capacete e pagar seguro aos usuários. Já a Prefeitura do Rio trabalha na elaboração de um decreto para regularizar o serviço.
“O patinete não é brinquedo de criança. Temos que aprimorar. Tudo que é novo precisa ser discutido. As pessoas precisam de segurança. É muito fácil para alugar. Mas não é só uma questão de habilidade para pilotar. Se uma pessoa com patinete ficar tonta, passa mal, ela vai cair e quebrar o nariz? A segurança é para evitar isso”, destaca a deputada Rosane Felix.
A própria parlamentar, inclusive, sofreu um acidente com um patinete no último dia 5, em Copacabana, na Zona Sul, e quebrou três dentes. “Achei até pouco pelo que pode acontecer com qualquer pessoa. Por isso, o uso do capacete é fundamental”, avalia. A deputada acrescenta o projeto ainda passará pelas comissões de Constituição e Justiça, Transportes e Economia, Indústria e Comércio antes de ir para votação no plenário da Alerj.
Em nota, a Secretaria Municipal de Fazenda informou que “trabalha, junto a demais órgãos competentes, na elaboração de decreto definitivo com a devida regulamentação do serviço. O texto está em fase final de elaboração e quando for concluído será publicado no Diário Oficial”. A Tembici, que oferece o serviço, garantiu que alerta os usuários sobre a necessidade de usar capacete.
Aprovação
Apesar da polêmica, cariocas e turistas aprovam o serviço. É o caso do professor de mercado financeiro Anderson Caldeira, de 45 anos, que usa o patinete em pequenos deslocamentos pelo Centro do Rio. “Peguei na Cinelândia e estou indo até a Presidente Vargas. Devo gastar uns cinco minutos no trajeto. Acho o serviço interessante, só precisa de mais segurança. Mas no Rio isso é bem complicado, porque se colocar capacete vão roubar”, conclui.
Morador de Niterói, o diretor de produção Frederico Silva, de 42 anos, também aprova o serviço. “Levo seis minutos de onde saio, na Praça XV, até meu trabalho. Me serve bastante e não pretendo parar de usar”, diz. Já o casal de turistas Djoni da Silva e Maiara Damine quer levar a novidade para Primavera do Leste, no Mato Grosso. “Estamos estudando o empreendimento. Será bem interessante. Mas se eu for levar, realmente, para a minha cidade, tornarei obrigatório o uso do capacete”, conta o gerente comercial Djoni.