Major Olímpio a frente do Senado representa maior governabilidade a Bolsonaro

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Major Olímpio a frente do Senado representa maior governabilidade a Bolsonaro

2019-01-07T15:06:29+00:0007/01/2019 15:06|Categorias: Brasil, Política|Etiquetas: , , |Nenhum Comentário

Major Olímpio a frente do Senado representa maior governabilidade a Bolsonaro

Apesar de o PSL ser o partido de Jair Bolsonaro, recém empossado Presidente da República, ele já declarou sua posição de distância em relação às escolhas dos futuros presidentes da Câmara e do Senado. Essa postura reflete a filosofia política de não intervenção nos assuntos internos de outros poderes e busca evitar enfrentamentos que poderiam comprometer seu programa de governo, e sua independência no comando do Executivo.

Esse caminho já foi, comprovadamente fracassado nos governos anteriores: Michel Temer influenciou sobremaneira a eleição da Mesa Diretora da Câmara para que Rodrigo Maia se sagrasse vencedor, mesmo assim, não houve acordo no Congresso para a votação da Reforma da Presidência e Temer ficou marcado na história por ter sido o presidente mais impopular com 82% da população considerando seu governo ruim ou péssimo.

Dilma Rousseff também adotou a prática clientelista e a política do toma lá dá cá na sua relação com o Congresso. Em 2015, a ex-presidente buscou emplacar, de última hora, seu companheiro de partido, Arlindo Chinaglia, para presidir a Câmara. Embora o PT tivesse maioria, Eduardo Cunha, que se articulava nos bastidores, foi o vencedor e se tornou um dos principais algozes de Dilma no processo de impeachment.

Por esses e outros motivos, Jair Bolsonaro permanece alheio a essas votações, mas, certamente, desejaria que alguém da base aliada ocupasse a presidência do Senado. Dessa forma, o PSL decidiu lançar um dos seus recordistas de votos, Major Olímpio (PSL-SP), para disputar a vaga de Presidente do Senado Federal. Embora seja a primeira vez que o major se lança a ocupar esse posto, ele chega com a força de 9 milhões de votos e com o desejo das urnas por renovação. Não há mais como deixar as principais cadeiras de comando do Congresso Nacional na mão dos políticos de sempre. Nesse ponto, há enormes semelhanças entre a trajetória dele e a de Jair Bolsonaro.

Vale lembrar também que o PSL tem 4 senadores e 52 deputados no Congresso, além de um imenso respaldo popular. A legitimidade do partido se apresenta nos números de votos que seus candidatos obtiveram no pleito de 2018. O que contrasta, radicalmente, com o principal nome cotado a assumir a presidência do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), é o parlamentar que melhor representa a velha política dos conchavos, acordos escusos e práticas questionáveis.

Além de tudo, Renan Calheiros é alvo de diversas investigações e, só não virou réu, até hoje, por suas articulações políticas e pela perpetuação do foro privilegiado. Basicamente, é a luta da velha contra a nova forma de fazer política. De um lado, um dinossauro que está, desde a década de 70, ocupando cargos públicos se adaptando aos governos para permanecer no poder; de outro um major que obteve quase 15 vezes mais votos que seu adversário nas urnas e que representa a renovação, o compromisso com o eleitor, o combate à corrupção e à transparência.

A transparência será determinante aos candidatos, pois o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, determinou que a próxima eleição, em fevereiro de 2019, para a Presidência do Senado fosse com votação aberta respeitando o princípio da publicidade. Dessa forma, se essa liminar não cair, o Major Olímpio tem grandes chances contra Renan em virtude do desgaste político que qualquer senador terá ao votar em Calheiros.

O povo quer mudanças, a maior delas já foi promovida com a chegada de Jair Bolsonaro e de seu time de ministros ao Palácio do Planalto. A era do governo baseado na meritocracia e no debate técnico não tem espaço para articuladores maquiavélicos como Renan Calheiros.

O PSL se elevou da condição de nanico a maior legenda da Câmara. O número 17 é mais popular que o 13. A bandeira nacional é verde e amarela, não é vermelha! O povo deve se manifestar como nunca e influenciar seus representantes a escolher pessoas honradas para ocupar cargos de tamanho poder como a Presidência do Senado e da Câmara. A deixa de fazer uma consulta à população é especialmente relevante em tempos que a sociedade participa cada vez mais do debate político. Por que não ouvir a voz do povo? Afinal, ela não é a voz de Deus?

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