Em documento enviado à ONU, o governo brasileiro fez uma defesa enfática da atuação de Sergio Moro e da Lava Jato no processo que terminou com a prisão do ex-presidente Lula.

O texto afirma que Lula pretende “confundir e enganar” as Nações Unidas ao apontar direcionamento da Justiça e diz que a alegação de perseguição política “é uma afronta às instituições”.

O texto apresentado ao Comitê de Direitos Humanos sustenta que a acusação de parcialidade contra o ex-juiz Sergio Moro é infundada, informa a “Folha“.

As alegações do Brasil foram enviadas à ONU em novembro de 2018, quando o presidente ainda era Michel Temer.

O governo brasileiro afirma que o petista “falta com a seriedade” ao alegar perseguição e lembra que a Lava Jato atingiu “pessoas de diferentes espectros partidários”, citando Aécio Neves (PSDB) e Sérgio Cabral (MDB) como exemplos.