Facebook, Google e Twitter estão unidos com a promessa de ajudar a limitar a influência da internet na disseminação do “discurso de ódio” e “incitação à violência”.

O presidente do Twitter, Jack Dorsey, o vice-presidente do Facebook para assuntos globais e comunicações, Nick Clegg, e o diretor jurídico do Google, Kent Walker, participaram, nesta quarta-feira (15), de uma reunião com o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, sobre o discurso de ódio na internet.

“Hoje deve ser o primeiro dia para a mudança”, disse Ardern a repórteres após a cúpula. “É um roteiro para a ação, e é reconfortante ver as principais empresas de internet se comprometendo com ações colaborativas.”

As gigantes tecnológicas assumiram o compromisso de desenvolver algoritmos e intervenções diretas para reprimir a promoção, amplificação e distribuição de extremismo violento nas redes sociais.

A iniciativa faz um apelo para que o discurso de ódio seja “imediatamente e permanentemente” removido, embora não seja juridicamente vinculante, informa o site Bloomberg.

Como de costume, as empresas digitais não apresentaram definições concretas do que pode ser classificado como “discurso de ódio”.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump lança uma ferramenta para ajudar cidadãos vítimas de censura na internet.