Ninguém tem a menor dúvida que a questão financeira faz toda a diferença numa eleição. Isso em detrimento aos conceitos ideológicos, de caráter, da moralidade, do civismo, da ética, enfim, de tudo que deveria servir como referência para uma eleição mais justa e equilibrada.

Que o diga a história de muitas eleições em tempos nem tão distantes dos dias de hoje. Como não se lembrar do coronelismo, dos votos de cabresto, dos casos de “troca” de votos por iogurtes, dentaduras e óculos?

Hoje, com o advento da tecnologia, além desses sistemas citados, que ainda existem, o poder de convencimento vem na volúpia de informações maliciosas pelas redes sociais e imprensa, onde o mecanismo associa a cultura da mentira e do ódio com o poder da disseminação delas e a manipulação de massas.

Assistimos neste ano, tendo como pano de fundo a pandemia, a demonstração cabal do usual formato de garantias financeiras para políticos. Com todos os esforços de muitos segmentos da sociedade, o Congresso Nacional não se sensibilizou em abrir mão dos altos valores destinados aos partidos políticos. Pelo contrário, a sanha de acesso a recursos fez os políticos brigarem até o fim por mais dinheiro, atropelando todo e qualquer bom senso.

Como parte da população já tem esse tipo de filosofia política como um dos males que nos assombram, e com isso criou uma espécie de retração para nomes que se utilizam desse meio, tomo esse fato para formar parâmetros sobre os candidato a vereador do Rio de Janeiro. E sugiro que façam o mesmo com os candidatos de sua cidade.

À parte, a questão do financiamento de pessoas físicas para campanhas de candidatos, também tem seus senões, claro! As pessoas físicas, geralmente, estão atreladas a empresas, o que torna inócuo a proibição de financiamento empresarial nas eleições. A dependência e troca de favores prevalecerão nestes casos.

O campeão, CHAGAS BOLA DO PSL/RJ, é suplente de Deputado Federal e candidato a vereador. Tem à sua disposição R$300.000,00 mil de reais do fundão para gastar como bem entender na sua campanha. Por óbvio, existem as regras que devem ser respeitadas, inclusive, com prestação de contas.

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