A compra sem licitação do “supercomputador” por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode entrar na mira de autoridades investigativas. Nesta semana, o deputado federal José Medeiros (Podemos-MT) enviou ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU). O parlamentar pede a apuração do caso, que envolve contrato de R$ 26,2 milhões com a empresa de tecnologia Oracle do Brasil.

O pedido do deputado ocorre após o então aclamado “supercomputador” apresentar problemas. Imprevisto responsável pelo atraso da apuração do primeiro turno em todo o Brasil — procedimento liderado pelo TSE, órgão presidido por Luís Roberto Barroso. Em defesa prévia, o TSE elogia Oracle. Por meio de nota, a Corte cita que a empresa é a única prestar esse tipo de serviço de armazenamento de dados no país.

“Por esta razão, investigações precisam ser levadas a cabo para que se identifique o mais rápido possível todas as causas desses problemas”, afirma Medeiros em trecho do documento enviado ao TCU, informa o site Poder 360. “Uma investigação premente deve ser feita sobre o contrato do TSE com a empresa Oracle do Brasil Sistemas, responsável por fornecer os ‘supercomputadores’ usados pelo tribunal”, indica o congressista do Podemos.