Ela revelou que “sempre” teve “medo de se posicionar” sobre política e também de influencias seus fãs com suas opiniões

Em entrevista a uma emissora de TV chilena, Anitta falou sobre a eleição de Jair Bolsonaro e revelou que “sempre” teve “medo de se posicionar” sobre política — e também de influencias seus fãs com suas opiniões. Ao canal La Tercera, a cantora falou que ainda não se sente confortável para falar sobre questões políticas.
Anitta ressaltou na entrevista por que foi tão cobrada por seus seguidores e fãs e que, em meio à polêmica, compreendeu seu papel como artista. “Em meu país a situação está muito difícil, porque todos se posicionaram muito fortemente nos extremos. Como se fossem água e vinho, e você precisa escolher um lado, decidir de que lado está, porque as pessoas te cobram”, filosofou. “Como cantora, eu antes não colocava minha opinião política em nada.

Coloquei pela primeira vez nesse ano, nessa situação… Eu acho que quando você tem uma carreira grande, quando te colocam em um lugar acima, as pessoas sempre vão te perguntar e te pressionar até o fim”.

“Eu tinha medo de influenciar, como artista… o que aconteceu no Brasil é que ocorreu uma onda de colocações sociais, de posições a respeito da sociedade. Eu, como uma artista que representa a diferença, as minorias, não posso incentivar o público a pensar que ter pensamentos que vão contra a sociedade seja algo a ser estimulado”, argumentou Anitta. “Estou sempre cantando para a comunidade LGBT, então eu não posso estimular o pensamento de que é correto ter preconceitos com algo assim. Não é possível agradar a todos. Às vezes é preciso colocar o que sente no seu coração”.

A cantora também falou sobre sua participação com Pabllo Vittar na música “Sua Cara”, com Major Lazer: “Se eu faço um clipe e chamo uma drag queen, coloco drag queen em pauta. Ou então se mostro minha celulite, eu creio que só o fato de fazer isso sem que haja uma briga já é uma vitória que haja pensamentos diferentes”, explicou. Assista: