FIQUE LIGADO: 7 itens que te fazem perder a garantia do seu carro

Muitos consumidores gostam de deixar o carro do seu jeito. Podem ser faróis mais potentes, reprogramação da central eletrônica ou rodas maiores. Mas esse desejo de personalização pode sair caro.

Reprogramação do motor e outras alterações

Parece mágica: basta eu mexer um pouco na programação da central de controle para obter mais potência e torque. Quem sabe dar aquela aumentada na pressão do turbo? Tudo pode dar certo para aqueles que desejam mais rendimento, ainda que em detrimento do consumo. Mas não é só na hora de abastecer que esse consumidor vai se dar mal.

“Você vai perder a garantia com a alteração de qualquer característica original. Pode ser um turbo mais forte, escapamento ou trocar ou mexer na ECU (a unidade de controle central do carro). O motor é pensado pelo fabricante de forma a aumentar a durabilidade, além da homologação e da questão de poluentes. A personalização do escapamento também entra nesse mesmo grupo”, alerta Marcus Vinícius Aguiar, vice-presidente da AEA.

Outros componentes do trem de força também podem ser prejudicados, exemplos dos semi-eixos e câmbio. Transmissões são dimensionadas para resistir até um determinado patamar de torque, não adianta querer ir além e parar na concessionária.

Blindagem

Essa questão é um pouco óbvia. O nível de alterações que uma blindagem exige deve extinguir a garantia, entretanto, existem exceções. Há fabricantes que oferecem o veículo com essa proteção de série. Ou feita por um parceiro e coberta pela garantia, exemplo da Volvo – a marca sueca tem parceria com a Carbon.

“Blindagem também tem recortes estruturais, o fabricante não deve cobrir esse caso. Além de sobrecarga de outros componentes pelo sobrepeso, caso da suspensão e freios“, explica Silvio Shizuo Sumioshi, docente do departamento de Engenharia Mecânica da FEI.

Kit GNV

A instalação do kit de gás natural veicular mexe com muitas partes do veículo. A própria instalação do kit não mexe apenas com o motor, mas também com a estrutura do carro.

“Mesmo que seja uma oficina credenciada pelo Inmetro, nenhuma montadora dará garantia para isso. Existiam poucos modelo que eram preparados de fábrica para isso (NR: o Fiat Siena e Grand Siena). Qualquer problema no motor pode acontecer, sem falar do peso na suspensão traseira e nos furos na estrutura, algo necessário para fixar os cilindros”, conta Silvio.

Faróis

A legislação permite que você mude o sistema de iluminação do carro por outro, mas tem que ser da mesma tecnologia. No entanto, isso não quer dizer que o fabricante continuará a cobrir as peças ou o sistema elétrico.

Lâmpadas de outras tecnologias – exemplo do xenônio – podem sobrecarregar não apenas o sistema elétrico como também derreter as lentes dos faróis. Claro que varia de acordo com o fornecedor das lâmpadas. Sem falar no risco de ofuscar outros motoristas e causar acidentes. Embora o uso de faróis de led seja permitido em determinadas condições, vale lembrar que você tem que pesquisar a procedência. O mesmo vale para os faróis de xenônio. E checar o que diz o manual do carro.

Vale reforçar que a resolução do Contran número 667 que entrou em vigor em janeiro de 2021, diz que o uso do LED é permitido somente para o uso fora de vias públicas, exemplos de circuitos fora de estrada ou pistas. Fabricantes de lâmpadas como a Phillips lamentam a restrição.

Sistema de som

Imagine só chegar na concessionária com a reclamação de que o sistema elétrico do carro está dando problemas. Ao pesquisar o que está acontecendo, o mecânico encontra chicotes elétricos cortados, remendados ou com fiação solta.

Não precisa nem dizer que a parte elétrica não será mais coberta. Uma sobrecarga ou curto é mais do que uma possibilidade, ainda mais se o som tiver sido instalado em um lugar de pouca confiança.

Rodas maiores e suspensão

Aquelas rodas enormes podem fazer bem ao visual do carro. Muitos acham que ele fica mais assentado no chão na hora das fotos ou das curvas. Sem falar no rebaixamento de suspensão.

“O pessoal também coloca rodas maiores, com pneus mais largos ou baixos. Isso vai sobrecarregar a suspensão, não é só na Fórmula 1 que os pneus fazem diferença. Vai forçar braços de suspensão na frenagem, porque aumentou a largura e as bitolas do carro. Todas as peças móveis terão maior sobrecarga”, discorre Silvio.

Engate

O engate pode ser um motivo para a garantia ser anulada parcialmente, indicam os especialistas. O caso mais famoso de carro que proíbe o acessório é o Toyota Corolla, contudo, outras marcar podem alegar o mesmo.

A maior possibilidade pode acontecer quando há algum dano escondido que possa ter sido provocado pelo engate, algo fácil de acontecer em colisões, já que os danos estruturais podem ser maiores do que os visíveis.

Ronaldo Cunha
Empreendedor(a) 👨‍💻Profissional de TI 📚Certificado Google ✰ Conservador ও Operador de Criptomoedas
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